Entenda por que as metodologias tradicionais de ensino não funcionam mais

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Não é necessário muito esforço para perceber que a maioria das escolas atuais ainda apresenta o mesmo modelo de ensino de três, quatro décadas atrás. As mudanças no mundo têm tido um avanço tão grande, mas, ainda assim, é possível dizer que, se descongelassem um professor do século XIX em uma sala de aula de hoje, ele talvez estranhasse as roupas dos alunos, mas continuaria dando sua aula de onde parou.

Você já parou para pensar nisso? As metodologias mais tradicionais cumpriram um papel muito importante no desenvolvimento dos alunos durante os anos. No entanto, é preciso rever a aplicação de cada uma delas no ensino atualmente.

Um método tradicional

A metodologia tradicional de ensino é aquela que valoriza a quantidade de conteúdos, em que o professor é o mestre, dono de todo o conhecimento, e o aluno está ali apenas para ouvir, anotar e absorver todo a informação transmitida pelo docente.

Não é permitido ao aluno, neste modelo conteudista, desenvolver sua individualidade — afinal, ele precisa aprender da mesma maneira que os outros. Assim, o estudante acaba não construindo o conhecimento em parceria com os professores, colegas, pais e a sociedade como um todo. Ele retém tudo que lhe é falado e depois passa por um teste para quantificar o quanto ele absorveu.

Mas se funcionava antes, por que não pode funcionar hoje? A diferença está em quem são os alunos hoje em dia. Atualmente, eles são uma mistura de crianças da Geração Z, nascidos do final da década de 1990 até 2010, e da Geração Alpha, nascidos de 2010 pra cá. Ou seja, o comportamento desses estudantes mudou bastante.

Uma geração interconectada

Essas crianças e adolescentes já nascem imersos em um mundo tecnológico, de busca e de criação de conteúdo, de informação rápida e contínua. São nativos digitais, tanto é que inovação e velocidade são partes naturais das suas vidas. Eles estão mais acostumados a terem a informação que quiserem a um clique de distância e, por isso, se tornam também mais impacientes e menos tolerantes com as frustrações.

Eles buscam constantemente por novidades e têm a tecnologia como parte de todos os aspectos de sua vida — dos pessoais aos profissionais. Esses indivíduos já são mais independentes e costumam ter até mais inteligência do que as gerações anteriores.

Não pode-se, portanto, esperar que elas fiquem sentadas por 50 minutos em uma sala de aula, de maneira passiva, olhando pra frente e apenas escutando o que um professor tem a dizer. Você como professor já deve ter percebido a dificuldade de manter uma turma concentrada e garantir um nível de disciplina aceitável, certo?

Uma necessidade de adaptação

Fica clara, então, a necessidade de fazer uma atualização nessas metodologias tradicionais de ensino para que se adequem às demandas do seu principal objetivo: educar as crianças e adolescentes de hoje.

Afinal, o momento histórico em que vivemos é composto por mudanças tão rápidas, conteúdos tão acessíveis, criações tão facilitadas que é necessário lembrar um fato: para os que nasceram nesse contexto, a vida nunca foi diferente.

Eles nunca conheceram enciclopédias, eles conhecem o Google. Nunca datilografaram, eles digitaram, às vezes, antes mesmo de escreverem e isso, pra eles, é o normal. Eles não precisam de alguém para dar-lhes a informação, eles precisam de guias que os ajudem a discernir qual conteúdo é relevante, qual é verdadeiro.

Esses jovens precisam de adultos bem informados e adaptados, que estejam dispostos a auxiliá-las dentro de seu ambiente e suas necessidades, em vez de mentores que queiram moldá-los de acordo com suas próprias experiências.

E aí? O que achou desse novo panorama? Quais são as maiores dificuldades e necessidades no ambiente escolar de hoje na sua visão? Conta pra gente nos comentários.

Entenda o que é o método STEM e como ele pode ajudar na sua escola.

Two little students doing biochemistry research at the classroom

STEM é a sigla para Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática (em inglês). Ela é atribuída a um método de ensino que está se tornando mundialmente conhecido. Esse método tem por objetivo, unir as quatro áreas, que compõe a sigla, em uma abordagem interdisciplinar e prática.

Segundo o site STEMconnector.org, esse método é promissor e de grande relevância, já que o mercado de trabalho atual exige, cada vez mais, habilidades que envolvam essas quatro áreas. Embora estejamos falando em mercado de trabalho e isso soe como aplicável apenas a alunos dos anos finais da educação básica ou do ensino superior, o método funciona perfeitamente nas turmas de anos iniciais. Cada estágio, porém, tem sua especificidade.

O método pode ser aplicado a todas as séries?

Sim. O método se aplica a todas elas, pois ele é propulsor do desenvolvimento cognitivo e socioemocional. No entanto, cada etapa de ensino possui suas próprias demandas, uma vez que os alunos estão em fases diferentes de desenvolvimento. Ele não está descolado da grade curricular exigida pela MEC, pelo contrário, ele favorece o ensino de conteúdos como ciências e matemática, que são transversais em todas as disciplinas e bases para todas as séries.

Não é uma metodologia séria demais para ser aplicada às crianças?

Não. O ideal é que o método seja aplicado de forma interativa e atrativa. Um dos propósitos do STEM é tirar a rigidez dos métodos pedagógicos convencionais, espalhando o aprendizado, excedendo as paredes da sala de aula. E mais, por essa metodologia o aluno é incentivado a descompartimentar seu aprendizado, interligando as disciplinas e aplicando-as a projetos.

Esse método direcionará meus alunos apenas para área de exatas?

Como dissemos, ele estimula o desenvolvimento cognitivo como um todo (e socioemocional também). O método não é direcionador ou favorecedor de uma área de conhecimento. Ele é, na verdade, a base para uma pedagogia de um desenvolvimento integral.

O estudante é incentivado a resolver problemas reais, por meio de atividades ligadas diretamente à: ciências, tecnologia, engenharia e matemática. Nos projetos desenvolvidos os alunos são estimulados a planejar, executar e criar soluções para as falhas. Esses estímulos não são privilégio do campo de conhecimento das ciências exatas, são aplicáveis a qualquer área e carreira e também na vida social.

O método tem preocupação em disciplinar as crianças?

Sim. No entanto, ele possui algumas diferenças dos métodos tradicionais. O foco do STEM não é o castigo, mas fazer com que o estudante reconheça seus erros e tente mudá-los. Utilizando-os, assim, como aprendizado e amadurecimento.

O STEM propõe que o estudante aprenda sozinho?

Não. Ele promove o mapeamento de pontos fortes e fracos de cada estudante, de forma positiva, sem qualquer sentido de disputa. Isto é, não é uma promoção de autodidatismo, mas de personalização do ensino. O que favorece a junção de grupos semelhantes, não melhores ou piores, mas semelhantes.

É perfeitamente plausível, se pensarmos que a única certeza de semelhança que temos entre os estudantes, é a idade. O restante pode sofrer inúmeras variações.

Escolher métodos de ensino adequados é uma preocupação de todos os gestores educacionais. Se esse é o seu caso tenha em mente que a escolha do STEM proporciona o desenvolvimento global de seus estudantes, fomenta a interação entre o corpo docente e leva o aprendizado, disseminado por sua instituição, para fora dos muros da escola. O STEM é um ensino para a vida.

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